O grupo paranaense FTSpar, especialista em infraestrutura logística, operações portuárias de importação e exportação de cargas diversas, segue colhendo frutos dos bons resultados alcançados em 2024. O saldo positivo e crescimento expressivo nas empresas foram as marcas do último ano e apontam para o mesmo cenário em 2025.

O Porto Ponta do Félix, que fica em Antonina, no litoral do estado, registrou recorde de movimentação. No acumulado do ano passado, foram 2 milhões de toneladas operadas, o que representa um aumento de quase 50% em relação a 2023.
Fertilizantes a granel, produtos em big bags, açúcar VHP a granel, açúcar ensacado, malte, pellets de madeira, trigo e farelo de soja estão na lista dos produtos movimentados que alavancaram este crescimento.
“Somos um porto multipropósito e isso nos diferencia no Comércio Exterior e nas negociações internacionais”, destaca o CEO da FTSpar, Andre Maragliano.
Em Paranaguá, a Fortepar – o primeiro terminal de Paranaguá especializado em carga geral e açúcar ensacado que compõe o Grupo FTSpar – cresceu mais de 200% no período de um ano. As operações iniciaram em 2023 e, naquele ano, somaram 150 mil toneladas movimentadas. Já em 2024, saltaram para 465 mil toneladas – impulsionadas por produtos como açúcar ensacado e fubá de milho.
Com empresas em outras regiões do país, a FTSpar alcançou resultados significativos. Destaque, também, para as operações desenvolvidas em Vitória, no Espírito Santo, por meio da Forteleste, que movimentou quase 700 mil toneladas de produtos e obteve, em 2024, aumento de 55% nas operações em relação ao ano anterior.
“Foram as operações diversificadas com breakbulk, fertilizantes, malte, cevada, produtos em big bags e carga de projetos que permitiram esse avanço. Estamos falando de uma estrutura de ponta com armazéns em retro área com capacidade para mais de 100 mil toneladas, e armazéns alfandegados em área primária, com capacidade de armazenamento para mais de 50 mil toneladas. Para este ano, prevemos um crescimento ainda maior”, projeta Ricardo Collares, Diretor Comercial da FTSpar.
A Seaforte Operações Portuárias também tem feito história. A empresa que fica no Porto de São Sebastião, no litoral Norte de São Paulo, retomou a exportação de café depois de sessenta anos.
Mais de 8 mil toneladas de café verde produzidos em Minas Gerais e São Paulo foram embarcadas com destino à Alemanha.
Também foi a Seaforte a responsável por embarcar para a França 600 toneladas de café orgânico e cacau, produzidos em São Paulo, no Espírito Santo,em Minas Gerais e no Pará. Em uma operação inédita no país, o produto, que é 100% sustentável, foi enviado em um navio veleiro-cargueiro, com zero emissão de carbono e que não polui o oceano.
“Isso marcou a história do Comércio Exterior no Brasil. Foi tudo dentro de uma cadeia sustentável, desde o plantio, cultivo e a colheita, até o envio para a Europa em um transporte marítimo único, que oferece a redução da emissão de gases poluentes”, diz Rafael Moura, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da FTSpar.